Sigo o vento de coração aberto, sem nunca perder o chão.
A CINTIA
Sou a Cíntia, e vou falar.
Sou raiz, sou caminho, sou verdade.
Sigo o vento de coração aberto, sem nunca perder o chão.
Sou despenteada. Falo alto. Rio alto.Amo de forma intensa.
Falo o que o coração diz e uso a mente para pôr em prática.
Gosto de andar descalça — com os pés na terra, na água, no mar, nos rios e nas cascatas.
Gosto de acordar quando o corpo pede.
Gosto do meu tempo sozinha, tanto quanto gosto de o partilhar com pessoas e ouvir as suas histórias.
Se te cruzares comigo é provável acabarmos a falar sem dar pelo tempo passar.
Rasgar padrões, desconstruir crenças, questionar — tem sido o meu propósito.
O que me move é chegar a mim, inteira.
Ser quem vim ser.
E faço o que for preciso para isso.
Sou criativa. A arte vive em mim. Trago a arte, a sabedoria do que já percorri, e a coragem de mostrar a vulnerabilidade.
Trago a força da guerreira protetora que mostra o caminho.
Viajo numa van, e o que levo comigo não é um destino:
é a escuta, o tambor, a intuição, o tempo certo das coisas.
Sou feita de presença.
De coragem para mudar.
De espaço para o que é verdadeiro.
A ferramenta mais importante é a vida em si.
Hoje, sento-me com quem também quer encontrar-se inteiro.
E com coragem voltar ao centro.
Ao coração.
Ao essencial.
Antes da Van e do tambor houve uma outra vida
Antes da van, houve uma outra vida.
Durante anos, vivi no mundo da comunicação — trabalhei em publicidade, marketing e eventos. Criei projetos bonitos, conheci pessoas incríveis, pus ideias de pé com paixão e entrega.
Mas chegou um momento em que o coração pediu outra coisa.
Mais verdade. Mais presença. Mais natureza.
E eu ouvi. Dei o salto.
Hoje vivo na estrada, numa van, a escutar o caminho.
Levo comigo tudo o que aprendi — a intuição, a escuta, a coragem de começar de novo sempre que sentir.
Transformei a minha forma de estar no mundo: agora não promovo marcas, mas encontros com a essência.
Não organizo eventos, mas abro espaços onde o coração pode sentar-se, respirar e lembrar-se de quem é.
Já não sigo metas, sigo sinais.Troquei os calendários por ciclos, as estruturas por sentir, as cidades pelas montanhas e pelo mar.
O que me move é simples: a verdade do momento presente.

O REENCONTRO COMIGO
A morte do meu pai abriu um portal para o mistério da vida.
Vi que a vida não se sabe,
que nos perdemos em fazer, em ter, em adiar —
como se o fim fosse uma promessa distante.
Mas o fim chegou. E com ele, a urgência de viver o que importa.
No silêncio do vazio, entreguei-me ao desconhecido,
ao vazio que se encheu de novas histórias, de novos passos.
Foi ali que o tambor chamou,
ecoando memórias antigas de florestas, fogo e alma.
Lembrei-me do sagrado, da natureza pulsando em mim,
do coração despertando para o que verdadeiramente sou.
Hoje, na van que é casa e santuário,
sigo o som do tambor,
a dança entre o silêncio e o vento,
o reencontro constante com o meu próprio espírito.

O fim de uma vida, o início de outra
Percebi que a minha vida como até ali tinha terminado.
Uma nova fase esperava por mim
O Tiago Bastos foi uma das pessoas que marcou o reencontro comigo.
Impossível falar deste reencontro comigo sem o abraçar.
Outra pessoa que marcou a minha vida foi a Natália Mercury, ao fazer a ponte com os meus guias num caminho de amor – aqui entrei num foguetão de cura e conheci mais sobre a magia.
A partir daqui só o coração. Sempre soube que havia muito mais do que aquilo que os olhos vêem e estava a ser chamada para abrir caminho para o sagrado na minha vida e na tua também.
Como nasceu o Som do Tambor
Do pensar ao sentir nasceu o Som do Tambor, De Volta à Terra
Em Agosto de 2021, fui passar um fim de semana à casa onde passava férias com o meu Pai e fiquei .Foi ali que senti, pela primeira vez, uma raiz verdadeira — uma conexão profunda com a terra, com os ancestrais, com a alegria que perdura no tempo.
Comecei a criar e a pintar como se o tivesse feito desde sempre. Comecei a criar bastões de poder, objectos sagrados, linguagem da alma, com mensagens para a tua.
Mas a vida segue em movimento.
Em março de 2025, deixei a casa para trás e parti estrada fora, numa van que é agora o meu lar e altar.
A estrada é o meu caminho, o vento o meu companheiro, e o tambor a voz do meu coração.
O Som do Tambor nasce desse encontro entre a terra que me sustenta e o movimento que me liberta.
A minha jornada tem sido feita de muitos aprendizados e encontros comigo mesma.
Momentos difíceis — como os ataques de pânico que vivi — foram convites para escutar o meu corpo e o meu coração, e me alinharem com o caminho que hoje sigo.
E é desta verdade que nasce o “Senta-te Comigo” — um convite para te sentares comigo, onde a natureza, o tambor e o coração se encontram.
Um espaço de presença, escuta e transformação, para que possas também escutar o som do teu próprio tambor.
